10 cientistas brasileiras para se inspirar

1-Bertha Lutz (1894 – 1976)Bióloga, sufragista e ativista feminista:

Em 1919, foi a segunda mulher a se tornar funcionária pública no Brasil, ao ser aprovada em um concurso do Museu Nacional, no RJ. Especializada em anfíbios, Bertha Lutz foi professora por mais de 40 anos da instituição, e também teve grande participação nos movimentos feministas no Brasil no início do século XX, como o Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, que liderou a campanha pelo voto das mulheres no país, conquista alcançada em 1932. Quatro anos depois, assumiu mandato de deputada federal.

2-Graziela Maciel Barroso (1912-2003) – Botânica:

A “primeira grande dama” da botânica brasileira casou-se aos 16, e, educada para ser dona de casa, voltou aos estudos somente aos 30 anos de idade. Começou como estagiária no Jardim Botânico no Rio de Janeiro e foi estudar biologia na Universidade do Estado da Guanabara (atual UERJ) aos 47 anos. Foi professora por mais de 50 anos, e escreveu “Sistemática de angiospermas do Brasil”, livro considerado como referência na área da botânica em todo o mundo. Além disso, foi homenageada dezenas de vezes por cientistas, que colocam seu nome em descobertas de vegetais.

3-Ruth Sonntag Nussenzweig – Bióloga:

Cursou medicina na USP, em 1948. Se destacou por suas pesquisas, inicialmente, envolvendo a transmissão e prevenção da doença de Chagas. Fez pós-doutorado em bioquímica na França no fim dos anos 50, e em 1967, publicou uma descoberta na revista “Nature”, a respeito do combate ao parasita causador da malária. Em 1998, foi condecorada com a Ordem Nacional do Mérito Científico classe Grã-Cruz e, atualmente, é pesquisadora do Departamento de Patologia da Universidade de Nova York.

4-Sonja Ashauer (1923 – 1948) – Física:

Nasceu em 1923, filha de pais de origem alemã. De inteligência notável desde cedo, se formou em física pela USP em 1942, a segunda mulher a concluir o curso no Brasil. Apenas seis anos depois, se tornaria a primeira brasileira a concluir o doutorado também em física, pela Universidade Cambridge, na Inglaterra. Sua tese estudava problemas em elétrons e radiação eletromagnética, assunto pioneiro para a época. No entanto, teve a carreira encerrada abruptamente, ao morrer aos 25 anos, meses depois de retornar ao Brasil.

5-Adriane Ribeiro Rosa:

É professora de Farmacologia para o curso de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do programa de pós-graduação em psiquiatria da mesma universidade. 

É também pesquisadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Translacional em Medicina (INCT) e do Laboratório de Psiquiatria Molecular do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

6-Ludhmila Abrahão Hajjar:

É professora associada da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), trabalhando no departamento de Cardiopneumologia, sub-departamento da Cardiologia. É diretora clínica do Instituto do Coração da mesma instituição (InCor-HC-FMUSP), coordenadora da pós-graduação em Cardiologia da FMUSP, coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva Cirúrgica do InCor, coordenadora da UTI do Instituto do Câncer da FMUSP (ICESP). Também é membro do conselho diretor do ICESP, membro do Departamento de Cardiopneumologia do InCor da FMUSP, da Coordenação Geral da Pós-graduação da FMUSP e da Congregação da FMUSP. Desde 2014, coordena o comitê de Cardiointensivismo da Associação de Medicina Intensiva Brasileira. Graduou-se em medicina na Universidade de Brasília (2000), fez Residência de Clínica Médica e de Cardiologia no Hospital das Clínicas e no Instituto do Coração (InCor) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2001-2004).

7-Maria Brasília Leme Lopes:

Viveu de 1909 a 1996 e foi importante tanto para a psicologia quanto para a medicina. Sua vida foi marcada pela participação na divulgação científica e pela luta em prol da inserção feminina na ciência. Formou-se professora pela Escola Normal da Prefeitura do Distrito Federal em 1925, e médica, em 1936, pela Faculdade de Medicina da atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sua excelência acadêmica fez-se mostrar já nos processos seletivos:obteve a primeira colocação em ambos.

8-Sônia Dietrich:

Nasceu em São Paulo em 1935 e lá morreu, em 2012. É considerada uma das pioneiras no desenvolvimento da fisiologia e bioquímica de plantas. Formou-se em história natural na USP em 1957. Já em 1960 trabalhou no grupo de um bioquímico argentino ganhador do Prêmio Nobel de 1970 pela descoberta do mecanismo principal da síntese de carboidratos em seres vivos. De 1964 a 1966 trabalhou na University of Wisconsin-Madison e de 1967 a 1969 realizou seu doutorado em bioquímica de alcalóides na University of Saskatchewan no Canadá.

9-Virgínia Leone Bicudo:

Nasceu em São Paulo, em 1910 e morreu em 2003. Filha de imigrantes italianos, estudou no bairro da Luz. A mãe era babá e o pai foi funcionário dos Correios. Assim como as três irmãs, Virgínia fez o curso normal, mas não chegou a ser professora, pois o pai não permitiu que fosse para o interior do Estado trabalhar em condições consideradas precárias naquele tempo. Fez o curso de educação sanitária no Instituto de Higiene de São Paulo, em 1932.

Sobre o pai, Virgínia lembrava o perfil ambicioso e corajoso ao enfrentar as dificuldades decorrentes da discriminação racial como, por exemplo, o projeto de estudar medicina, do qual acabou desistindo para cuidar da família. Ela ressaltava que seu convívio com os negros foi pequeno nesse período. Após o curso de educação sanitária, tornou-se funcionária da Diretoria do Serviço de Saúde Escolar do Departamento de Educação, onde tinha como atribuição dar aulas de higiene em escolas do Estado de São Paulo.

10-Carolina Horta Andrade:

Nasceu em Formosa, (GO), em 1983. Graduou-se na Universidade Federal de Goiás (UFG), quando decidiu cursar o mestrado na USP. Sua orientadora, ao perceber seu excelente desempenho acadêmico, recomendou-lhe cursar o doutorado antes mesmo da conclusão do mestrado; assim, o doutorado-sanduíche foi realizado na University of New Mexico, em Albuquerque (EUA). A cientista brasileira atua enquanto professora adjunta da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Goiás (UFG). O seu foco de pesquisa é o desenvolvimento de medicamentos eficazes no combate a doenças como tuberculose, malária, esquistossomose e leishmaniose, motivo pelo qual foi contemplada, em 2014, com o prêmio International Rising Talents da L’Oréal e UNESCO.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: