Quem realmente está perdendo com as queimadas ?

Foto: Revista Galileu

Incêndios ambientais são altamente perigosos para o equilíbrio do ecossistema onde ocorrem, pois atinge tanto fauna quanto flora podendo até extinguir espécies, caso elas forem endêmicas daquele local, levando a perda de biodiversidade e trazendo uma série de problemas, que estão longe de ficarem reclusos a esfera ambiental, atingindo e muito à esfera social.

No solo as queimadas se mostram como um grande problema ambiental e humanitário visto que ao queimar o material vegetal continuamente provoca-se uma erosão e a escassez de nutrientes no solo, tornando-o infértil, levando muitas vezes à comunidades locais a perda de sua forma de sustento, como a coleta e/ou plantio familiar. O que agropecuaristas, na esperança de limparem a área de modo mais fácil, rápido e barato, não percebem ao iniciarem esses incêndios ilegais é que estão prejudicando a si próprios pois levará a eles despender muito dinheiro para fertiliza-lo novamente. 

A poluição no ar se mostra como um dos principais problemas que atingem a vida humana quando há um incêndio ambiental, o IEPS (Instituto de Estudos para Políticas de Saúde) avaliou as correlações entre as queimadas e o aumento dos casos de doenças respiratórias, ao qual foi comprovado visto que os picos de casos de problemas respiratórios é atingido no mesmo tempo que houve o registro de confirmação de queimadas, nos meses mais secos é um período de certeza dessa problemática já que a ocorrência dos incêndios neste período se mostra constante.

Com a queima de vegetais, principalmente árvores de grande porte, há prejuízos com o armazenamento de carbono, explicando basicamente o conceito é o fato de árvores absorvem carbono do ambiente e retê-lo em sua estrutura vegetal armazenando-o, portanto quando se queima um vegetal você está liberando esse carbono para a atmosfera; o problema se reside quando se faz isso em uma floresta inteira há a liberação de uma quantia colossal de carbono agravando o aquecimento global.

Queimadas do pantanal 

As queimadas do pantanal vem aumentando gradativamente, isso  ocorre por meio das ações humanas, sejam elas criminosas ou acidentais. O pantanal é um bioma rico em biodiversidade em fauna e flora e por consequências das queimadas esse bioma vem sendo destruído em prol ao aumento das atividades agrícolas e pecuárias. Para a  obtenção dessas atividades é necessário que haja o desmatamento a fim de formar pastagens, através das queimadas, na tentativa de adubagem e  preparo do solo para formação dos pastos. Essas práticas geram resultados nocivos à saúde humana e trazem malefícios para a natureza. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), as queimadas na região do Pantanal brasileiro aumentaram 210% em 2020, quando comparado ao mesmo período do ano de 2019. Considerando o período de janeiro a setembro de 2019, foram registrados 4660 focos de incêndio, em 2020, foram registrados 14.489 focos. Até então, o recorde era de 12.536 focos de incêndio, no ano de 2015, fato esse superado nos sete primeiros meses de 2020.

As consequências das queimadas antrópicas, só trazem aspectos negativos, e na região do Pantanal esse fator não é diferente. Aves, répteis, mamíferos, peixes e insetos, sofrem com a ocorrência das queimadas. Devido o desequilíbrio do ecossistema o clima do bioma é alterado, principalmente no que tange a chuvas. Outros efeitos negativos das queimadas ficam por conta do empobrecimento dos solos e também aumenta os gases que contribuem para o agravamento do efeito estufa, o que se explica o aquecimento da terra, deixando os dias mais calorosos.

Serra do cipó

 A serra do cipó é um distrito do município brasileiro de Santana do Riacho, no interior do estado de Minas Gerais. Nessa região ocorreram queimadas no parque nacional desse distrito e por consequência disso os moradores sentiram um agravamento de problemas respiratórios, afetando até mesmo pessoas que não apresentavam doenças respiratórias devido a exposição continua a fumaça causa pelo incêndio. Segundo o Corpo de Bombeiros, 25 militares e 23 brigadistas se dividiram em quatro frentes de trabalho para o combate às chamas,os trabalhos receberam o apoio do helicóptero arcanjo.

Os efeitos nocivos das queimadas são análogos ao que acontece no caso da poluição atmosférica originada de veículos, quando há combustão de material orgânico, que acaba ficando suspenso no ar em forma particulada. Estudos que comprovam essa relação foram feitos, por exemplo, observando a queima de cana de açúcar em propriedades no interior de São Paulo. Para quem já apresenta comorbidades, a exposição à fumaça agrava problemas como asma, enfisema, bronquite crônica, fibrose pulmonar, além de problemas cardíacos, como arritmia e infarto do miocárdio, e neurológicos, como o acidente vascular cerebral (AVC). Pessoas que já têm esses problemas podem rapidamente entrar em crise. Quem não tem, pode desenvolver, isso acontece porque as partículas presentes na fumaça são formadas de compostos químicos que, ao serem inalados, afetam o sistema respiratório, prejudicando as trocas gasosas (oxigênio/gás carbônico).

Cerrado

O cerrado possui uma característica peculiar que é a ocorrência de queimadas naturais, que devido ao ambiente com baixa umidade uma fagulha pode ser produzida por um raio, por atrito de elementos do ambiente ou até mesmo combustão espontânea; esses incêndios são importantíssimos para a manutenção desse bioma visto que há sementes que irão sair da dormência vegetativa com choque térmico, fertilizam o solo retirando a camada vegetativa que se encontrava e o mais surpreendente é que as árvores e arbustos dessa região não são atingidas pelo incêndio pois são adaptadas para as queimadas naturais com suas cascas grossas (biólogos que estudam o bioma acreditam que o formato retorcido deles é devido a isso). O que difere as queimadas naturais das queimadas antrópicas é a sua extensão, intensidade e em época não condizente; que não contribuem para a manutenção e equilíbrio do bioma.

Doenças Respiratórias, Pantanal, Serra-do-cipó, Cerrado.

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Dia Internacional das Tartarugas Marinhas

No dia 16 de junho é comemorado o dia internacional da Tartaruga Marinha,o dia de nascimento de Archie Carr, o pioneiro na área de pesquisa desse animal fantástico, archie dedicou toda a sua carreira à pesquisa e conservação das tartarugas marinhas. O trabalho começou na década de 50, onde ele deu o pontapé inicial de compreender o ciclo de vida e comportamento das tartarugas marinhas, sendo publicado cerca de 10 livros que difundiu a importância da conservação desses animais. Você sabia que era por esse motivo que hoje é comemorado dia Internacional das tartarugas marinhas? 

A trajetória de vida das tartarugas marinhas não é nada fácil,visto que em seu ciclo reprodutivo a cada 1000 ovos colocados por uma tartaruga, apenas 800 chocam. Entres esses somente 400 chegam ao mar, já que encontram obstáculos no caminho e acabam se perdendo ou são comidas por outros animais como, por exemplo, as aves.

Dentre as cincos espécies de tartarugas ameaçadas de extinção, quatro desovam no litoral do Brasil, e por estarem mais expostas, são as mais ameaçadas: cabeçuda (Caretta caretta), de pente (Eretmochelys imbricata), oliva (Lepidochelys olivacea) e de couro (Dermochelys coriacea). A tartaruga verde (Chelonia mydas) está menos exposta, pois desova principalmente nas ilhas oceânicas (Atol das Rocas, Fernando de Noronha e Trindade), onde a ação predatória do homem é mais controlada, o que contribui para a estabilidade da sua população.

PROJETO TAMAR

O Projeto Tamar vem realizando uma grande tarefa na conservação dessas espécies ao longo do litoral brasileiro, promovendo a recuperação das tartarugas marinhas, desenvolvendo ações de pesquisa, conservação e inclusão social. Com o passar do tempo foi notado a importância e o envolvimento das comunidades costeiras na conservação das tartarugas, oferecendo formas econômicas alternativas que amenizassem a questão social e reduzindo o impacto humano sobre as tartarugas marinhas. 

AS ESPÉCIES AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO:

Tartaruga cabeçuda:

 Tartaruga de pente:

Tartaruga Oliva:

Tartaruga de couro:

Tartaruga verde:

O amor no Mundo Animal

Hoje, dia 12 de junho é comemorado o Dia dos Namorados no brasil. Em clima de romance trouxemos algumas espécies do Reino Animal que podem te surpreender pelas suas relações conjugais ou não.

Não é exclusividade dos seres humanos. Há na natureza outros animais monogâmicos que podem passar toda a vida juntos. Para os animais, o que importa é a reprodução, a garantia da sobrevivência da espécie. E para isso, a monogamia pode ser um bom caminho.

Em populações pequenas ou dispersas, por exemplo, é mais vantajoso para um macho investir em uma relação monogâmica, garantindo a reprodução, do que procurar diferentes companheiras, correndo, assim, o risco de sequer chegar a copular. Um par fixo, também, pode cuidar melhor da prole, alguns animais “dividem” as tarefas da criação, garantido a sobrevivência dos filhotes.

Há sempre, porém, uma “grama do vizinho mais verde”, que pode ser traduzida em um outro animal mais forte, mais resistente à doenças, mais belo com melhores genes, portanto. Além disso, o acasalamento com mais do que uma fêmea aumenta as probabilidades dos machos se reproduzirem com sucesso.

Urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus)

Os urubus-de-cabeça-preta são aves monogâmicas e a partir do momento em que um casal é formado, ele permanece unido. Macho e fêmea dividem as responsabilidades na criação da prole, criando uma unidade familiar muito sólida. E a “pulada de cerca”, neste caso, não é uma boa ideia –já foram registrados ataques de urubus a parceiros que tentaram “dar uma espiada na grama do vizinho”.

Louva-a-deus (Mantis religiosa)

As louva-a-deus fêmeas têm o hábito de matar e comer seus parceiros durante o ato sexual, o que é bem chato para os machos. Ou será que não? Um novo estudo fascinante mostra que esse sacrifício dá aos machos uma vantagem reprodutiva distinta.

O canibalismo sexual nos louva-a-deus é bastante documentado, mas cientistas há tempos debatem os motivos disso. Um novo estudo publicado na Proceedings of the Royal Society B mostra que as fêmeas que comem os parceiros machos após o ato sexual produzem mais ovos do que as que não comem. Além disso, ao comer o macho, a fêmea garante que ele continue fornecendo alimento aos seus descendentes, mesmo estando morto.

Foto: Pexels

Viúva-negra (gênero Latrodectus)

Apesar do nome da aranha viúva-negra, e da fama que ela tem, não é como se ela matasse seu parceiro depois do acasalamento. Na verdade, o macho morre acidentalmente, sabia?

O que acontece é que no “rala e rola” deles, quando o macho termina de depositar os espermatozoides na genitália da fêmea, ele faz uma retirada brusca do aparelho reprodutor. Esse aparelho, chamado também de bulbo, acaba se quebrando na brincadeirinha e é isso que faz com que o macho da aranha viúva-negra não sobreviva na maioria das vezes.

O mais interessante de tudo é que, mesmo se o tal o bulbo não se romper, o macho acaba morrendo. Quem entende do assunto explica que o macho da aranha viúva-negra muitas vezes morre por perder muito fluído vital no ato. É, basicamente, como se ele sofresse uma hemorragia séria.

Mas, em um ponto o apelido da viúva-negra faz jus: mesmo não sendo a responsável direta pela morte do parceiro, as aranhas fêmeas dessa espécie devoram o macho depois do acasalamento. Cientistas garantem, no entanto, que elas não fazem por mal.

De forma geral, elas só querem aproveitar o cadáver ali, ao alcance das patinhas, para repor as energias gastas na cópula.

Polvo

Ninguém sabe ao certo como é que os casais que já chegaram à maturidade sexual se encontram no oceano, mas os cientistas acreditam que os machos dedicam boa parte do tempo procurando por pretendentes. As fêmeas, por outro lado, geralmente se tornam menos ativas na fase adulta, assim, é provável que elas atraiam aos machos por meio da liberação de feromônios.

Como costumam ser animais solitários, os polvos não são especialmente seletivos na hora de escolher seus parceiros, e é difícil que uma fêmea rejeite o macho. Contudo, o fato de que as “polvas” não sejam particularmente exigentes, não significa que esses animais não realizem rituais interessantes para… animar a coisa.

De maneira geral, embora as fêmeas não sejam de ficar escolhendo muito quando o assunto é encontrar um parceiro para acasalar, a verdade é que a vida dos machos não é tão simples assim. Isso porque muitas “polvas” são adeptas ao canibalismo e, para não se transformar em refeição, os polvos se aproximam com bastante cuidado das pretendentes.

Segundo Joseph, normalmente, eles chegam pela retaguarda, pois a partir dessa posição é mais fácil fugir caso elas se tornem violentas. Então, os machos introduzem os espermatóforos — que são cápsulas que contém os espermatozoides — por meio de um braço modificado chamado hectocótilo, que é introduzido através da cavidade paleal das fêmeas.

Dependendo da espécie, esse processo pode demorar várias horas e até dias inteiros e, no caso de machos que são bem menores que as fêmeas — como os Argonauta e os Tremoctopus —, é comum que eles contem com hectocótilos que se soltam durante a cópula. Depois de introduzidos, os espermatóforos ficam guardadinhos no interior das “polvas” até que elas estejam prontas para depositar seus ovos.

Os machos, coitados, quando não são devorados, costumam morrer alguns meses depois de acasalar, enquanto que as fêmeas permanecem junto aos ovos até que os polvinhos nasçam, sem sequer sair para se alimentar. A espera pode ser bem longa — existem registros de uma fêmea da espécie Graneledone boreopacifica que ficou 4,5 anos junto ao ninho — e, tipicamente, as mamães morrem poucos dias depois de os filhotes nascerem.

Vale notar que existe uma espécie no Pacífico — que ainda não foi formalmente descrita — cujo cortejo foge completamente do comportamento convencional. Neste caso, ao contrário das demais espécies conhecidas, os polvos são sociais e vivem em grupos com até 40 indivíduos. Além disso, como as fêmeas não costumam devorar os machos, o acasalamento é bem mais (carnal e) próximo, e elas geralmente põem ovos várias vezes no decorrer de suas vidas.

Gibões (família Hylobatidae)

Os gibões são primatas que costumam formar casais para toda a vida. Uma vez juntos, não se limitam a acasalar e criar os filhotes, são muitas vezes observados a cuidarem do pêlo um do outro, ficarem juntos nas árvores e partilhar outras atividades.

O dimorfismo sexual (termo que se refere ás diferenças físicas entre machos e fêmeas dentro da mesma espécie) dos gibões é pouco acentuado, pelo que existe um alto nível de igualdade entre os sexos nestes animais.

Apesar de serem um dos maiores exemplos de monogamia e fidelidade, existem alguns gibões que olham para o lado, e não estamos a falar da árvore seguinte. Também existe uma pequena percentagem de casais que se “divorciam”. À medida que se vão realizando estudos sobre a complexidade social destes animais, mais os seus “casamentos” se parecem assemelhar aos nossos – tanto nas virtudes como nos defeitos.

O Reino Animal é demais ❤

Com informações de Uol, Megacurioso, R7 e Paraquenos

Dia Mundial dos Oceanos

Hoje, dia 8 de junho, é comemorado o Dia Mundial dos Oceanos. Os oceanos nos alimentam, sustentam boa parte da atividade econômica no mundo, fornecem boa parte do ar que respiramos e ajudam a regular o clima. Se nada mudar, os oceanos seguem um caminho que leva a um colapso total do ecossistema. Antes silencioso, os oceanos agora nos mandam um sinal alto e claro: ou mudamos ou não teremos mais seus benefícios.

Diversas atividades, em todo o mundo, estão acontecendo neste exato momento, e de forma insustentável.  Isso nos chama a atenção para o fato de que estamos perdendo o prazo para mudar a forma como nos relacionamos com os oceanos: de um ambiente onde nós pegamos o que queremos e despejamos o que não queremos, para o de cuidado especial com um recurso compartilhado e de valor inestimável.

Os benefícios dos oceanos para a nossa vida são evidentes. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estima que a pesca e a aquicultura juntas asseguram a subsistência de 10 a 12% da população mundial, e que quase 200 milhões de pessoas dependem dos recifes de corais para protegê-los de tempestades e ondas.

Ocupando, 71% da superfície da terra, sendo que mais da metade deste enorme território tem mais de 3.000 metros de profundidade, os oceanos abrigam espécies ainda desconhecidas pela Ciência. Além disso, os oceanos absorvem gás carbônico e ajudam a minimizar o aquecimento global.

Impactos

A humanidade é tão dependente dos oceanos e, mesmo assim, estamos muito próximos de esgotarmos totalmente a capacidade de regeneração desse ecossistema. Temos impactado negativamente os oceanos em três principais frentes: Aquecimento Global, Poluição e Sobrepesca.

Já perdemos metade dos nossos recifes de coral e grande parte dos manguezais – alguns dos habitats mais produtivos da Terra – principalmente por conta do aquecimento global que altera a acidez da água.

Cerca de 80% dos recursos pesqueiros estão sobrepescados, ou seja, capturados em uma taxa superior à sua capacidade de reprodução natural. Essa pesca desenfreada resulta no declínio populacional das espécies, incluindo aves marinhas, tartarugas, golfinhos e baleias, além de ameaçar a segurança alimentar de milhões de pessoas.

Segundo o Relatório Planeta Vivo 2018, publicado pela Rede WWF, se as tendências atuais continuarem, até 90% dos recifes de corais do mundo poderão desaparecer até a metade do século, prejudicando economias locais e expondo milhares de pessoas à eventos climáticos extremos. As implicações dessas mudanças para o planeta e toda a humanidade são vastas e incalculáveis.

A poluição, por vazamento de plásticos, agrotóxicos e químicos, afeta diretamente a toda a cadeia alimentar, prejudicando até mesmo a nossa alimentação com índices cada vez maiores de químicos, metais pesados e microplásticos encontrados em pescados consumidos por humanos.

Os registros de espécies marinhas encontradas mortas com plástico no sistema digestivo são muitos e espalhados no mundo todo. Estima-se que 90% de todas as aves marinhas já estejam contaminadas com microplásticos.

O volume de vazamento de plástico nos oceanos é estimado em mais de 8 milhões de toneladas de lixo plástico ao ano. No começo de maio, o cientista Victor Vescovo encontrou  saco plástico, embalagens doces e resíduos plásticos durante um mergulho a 10.927 metros de profundidade, na Fossa das Marianas, durante o mergulho mais profundo já realizado na história da humanidade. Com essa revelação, não resta parte alguma dos mares e oceanos que não tenha sido impactada por atividades humanas.

Segundo o estudo “Reviving the Oceans Economy: The Case for Action”, publicado pela Rede WWF em 2016, o valor dos oceanos é estimado em US$ 25 trilhões. Por outro lado, segundo um outro estudo público no Boletim da Poluição Marinha (Marine Pollution Bulletin – maio de 2019), o prejuízo causado pela poluição plástica ultrapassa os US$ 2,5 trilhões (superior ao PIB do Brasil que fechou 2018 com US$ 1,8 trilhão).

Temos um oceano de possibilidades e oportunidades que não temos aproveitado devidamente. Ainda estamos presos na relação: pegamos o que queremos e deixamos o que desprezamos. Essa conta não fecha.

Mais de 100 mil animais marinhos morrem por ano por causa de lixo gerado por indústria da pesca

A indústria da pesca está fazendo com que mais de 100 mil baleias, golfinhos, focas, tartarugas e aves marinhas morram agonizando todos os anos por causa de equipamentos de pesca descartados nos oceanos, de acordo com um novo relatório publicado no jornal Independent.
A estimativa é que uma tonelada de equipamentos seja descartada nos oceanos a cada minuto. Linhas e redes de nylon podem demorar até 600 anos para se decompor. Esses materiais são responsáveis pelo declínio de cerca de 30% da vida marinha dos oceanos.
Os animais acabam morrendo afogados, estrangulados ou mutilados pelo plástico deixado no mar, ou até mesmo morrem lentamente porque não conseguem comer seus reais alimentos após ingerir plástico acidentalmente
O novo estudo, realizado pela ONG World Animal Protection, analisou as práticas das 15 maiores companhias de pesca do mundo e as separou em cinco categorias. Porém, nenhuma delas pode ser classificada como primeira ou segunda no ranking, porque se considerou que nenhuma fazia o manuseio e destinação responsável dos materiais.
Esse não é o primeiro levantamento sobre o assunto. Em fevereiro de 2018, uma pesquisa publicada pela revista científica Frontiers in Marine Science revelou que 73% dos peixes de zona no Oceano Atlântico ingerem microplásticos. Isso quer dizer que foram encontrados pedaços de plástico em quase três em cada quatro peixes do Atlântico. Foi encontrada uma média de 1,8 fragmentos de microplásticos por peixe, dentre os quais o tipo mais frequente foi o polietileno, plástico bastante comum no mercado.

Levando esses dados em consideração, há duas conclusões possíveis. A primeira é que o consumo de peixes está longe de ser saudável para os humanos, já que a maior parte desses animais trazem em seus organismos pedaços de plástico que acabaríamos consumindo.
A segunda é que, mais uma vez, está provado o efeito nocivo da indústria da pesca para o meio ambiente e também para os animais — tanto para os que, indiretamente, acabam morrendo por causa do plástico deixado pela indústria nos oceanos, quanto para os tubarões, tartarugas, golfinhos e outros animais que são pescados por “acidente”, e sobretudo para os milhões de peixes que sofrem terrivelmente ao serem pescados para o consumo humano.
Os peixes são seres extremamente sensíveis. Na verdade, cientistas de todo o mundo notaram diversas vezes que os peixes sentem dor da mesma forma que os animais terrestres. Os peixes são até mesmo comparáveis a cães, gatos e outros animais na forma como sentem prazer.

Nós não conseguimos nem imaginar a tortura que é ser cortado ao meio enquanto ainda se está totalmente consciente. Ou morrer asfixiado lentamente, sem conseguir respirar fora da água.

Você pode continuar fazendo pratos de frutos do mar, mas substituindo os peixes por alternativas vegetais tão gostosas quanto e mais saudáveis. Clique aqui para conferir a lista de receitas que preparamos.

Outro grande problema para os oceanos é a poluição por derramamento de petróleo. O petróleo pode ser liberado no ambiente como resultado de uma série de eventos, tais como acidentes com navios-petroleiros, acidentes nas plataformas de petróleo e lançamento de água utilizada para lavagem de tanques onde o petróleo é armazenado. Ao ser derramado no meio ambiente, o petróleo desencadeia uma série de prejuízos para o ecossistema, causando alterações químicas e físicas no ambiente, além, é claro, de prejudicar a vida existente naquele local.

Ao cair no ambiente marinho, por exemplo, o petróleo impede a passagem de luz. Isso afeta de maneira imediata o fitoplâncton, organismos fotossintetizantes e que, portanto, necessitam de luminosidade. Com a redução do fitoplâncton, o zooplâncton, que se alimenta desses organismos, acaba tendo sua reserva de alimento reduzida. Desse modo, o petróleo afeta de maneira negativa toda a cadeia alimentar.

Não somente o ambiente aquático é atingido pelo petróleo, as áreas de manguezais também podem sofrer com essa poluição. Nesses ecossistemas, o óleo impregna no sistema radicular das plantas que ali vivem, impedindo, desse modo, a absorção de nutrientes e oxigênio. Além disso, como a região é amplamente utilizada para a reprodução de algumas espécies, essas podem também ser afetadas. Esse é o caso de uma grande variedade de espécies de caranguejos.

Não podemos esquecer as aves marinhas, as quais retiram seu alimento desses ambientes. Quando cobertas de óleo, essas aves simplesmente não conseguem voar ou nadar. Além disso, a presença de óleo em seus corpos pode desencadear um desequilíbrio térmico, matando esses animais de frio ou calor a depender do clima da região.

A poluição do ambiente por petróleo prejudica também o homem, já que o turismo pode diminuir, além de a atividade pesqueira também ser afetada. Desse modo, a poluição por petróleo causa prejuízos diretos à população dessas regiões.

Com informações de WWFMercy For Animals e Brasil Escola.

Prof. Dra. Mônica Maria Pereira Tognella

Olá pessoal, hoje traremos mais uma reposta obtida a nossa pergunta: “COMO MEU TRABALHO CONTRIBUI PARA O MEIO AMBIENTE?” abaixo o vídeo enviado pela professora Mônica Tognella (Coordenadora do Laboratório de Ecologia do Ecossistema Manguezal – ECOMANGUE), com participação dos discentes colaboradores do seu trabalho.

Muita obrigada pela contribuição prof! ❤

Prof. Dra. Karina Schmidt Furieri

Olá pessoal, hoje traremos mais uma reposta obtida a nossa pergunta: “COMO MEU TRABALHO CONTRIBUI PARA O MEIO AMBIENTE?” abaixo na íntegra o texto enviado pela professora Karina Furieri Coordenadora do Laboratório de Ensino de Zoologia (LABEZ).

O trabalho de um(a) professor(a) universitário(a) apresenta atividades administrativas, de ensino, pesquisa e extensão. Leciono principalmente disciplinas relacionadas ao ensino de Biologia no curso de Licenciatura, uma das coisas que me deixa feliz é ver professores que foram meus alunos atuando no Ensino Básico e no Ensino não-formal promovendo a busca por um meio ambiente equilibrado. Em minhas pesquisas, atuo em duas linhas, no Ensino de Biologia e nos estudos sobre insetos (especialmente libélulas). As publicações relacionadas ao Ensino de Biologia possibilitam a multiplicação de experiências bem-sucedidas, e as publicações relacionadas aos insetos contribuem com a Ciência Básica e com a aplicação do conhecimento sobre os grupos de insetos, como a atualização das listas de espécies ameaçadas de extinção brasileira e capixaba. As atividades de extensão que desenvolvam contribuem com a formação continuada de professores e ao combate ao mosquito Aedes aegypti, e tentam contribuir com um meio ambiente mais equilibrado para nós. As atividades administrativas que desenvolvo, contribuem para que a UFES desenvolva ensino, pesquisa e extensão. Não trabalho sozinha, é a integração entre professores, servidores, alunos e comunidade que tornam essas atividades possíveis.

Muita obrigada pela contribuição prof!

COVID DERRUBA DESPERDÍCIO E AUMENTA CONSUMO DE COMIDA SAUDÁVEL

Uma pesquisa feita em 11 países mostra que depois da covid-19, caiu o desperdício de alimentos e as pessoas presas em casa – que têm condição de comprar comida – passaram a consumir produtos mais saudáveis.

O estudo foi feito com 11 mil pessoas, pela Universidade de Antuérpia em colaboração com a Universidades de Ghent e Leuven – todas na Bélgica. Ele mostra que confinadas, as pessoas passaram a cozinhar seus próprios alimentos e a consumir mais frutas e vegetais.

A pesquisa também constatou que houve uma redução no desperdício de alimentos. O que sobrou do dia anterior e foi armazenado adequadamente, pode sim ser consumido no dia seguinte.

No levantamento, os consumidores relataram ainda que durante a pandemia estão comprando menos alimentos prontos, de micro-ondas, lanches, doces e salgados.

Chamou a atenção o fato de as pessoas dizerem que estão desperdiçando menos comida, comendo mais sobras do dia anterior e planejando refeições com antecedência.

Fonte utilizada: Reuters e Goodnews

Laboratório de Biologia Estrutural!

Olá pessoal, hoje iniciamos os posts recebidos pela comunidade Acadêmica do CEUNES! como foi dito no último post compartilharemos com vocês respostas da nossa pergunta: “COMO MEU TRABALHO CONTRIBUI PARA O MEIO AMBIENTE?” abaixo na íntegra o texto enviado pela maravilhosa Equipe do laboratório de Biologia Estrutural, sob orientação da Professora Juliana Monteiro:

“O Laboratório de Biologia Estrutural possui como uma das linhas de pesquisa compreender e estudar os possíveis danos e impactos que metais pesados ocasionam nos diferentes tecidos dos seres vivos. Essa atividade é essencial para a conservação do meio ambiente ao fomentar, por meio da pesquisa, a investigação a respeito desses impactos causados principalmente pelo uso incorreto de agrotóxicos (alguns deles possuem metais em sua composição) e pela atividade mineradora. Assim, com esses estudos podemos saber como a saúde humana e dos animais são afetadas e também como podemos ajudar na melhoria através de nossa outra linha de pesquisa que investiga possíveis agentes redutores de danos, como os antioxidantes, em caso de contaminações. Nosso laboratório tem um foco mais voltado à saúde, mas é importante que nos lembremos que toda uma população, seja humana ou não, sofre com alterações no meio ambiente e, assim, mostrando a todos como isso nos atinge, almejamos despertar mais consciência e responsabilidade nas ações ambientais no Estado do Espírito Santo e no Brasil.”

Muita obrigada pela contribuição!


Semana do Meio Ambiente 2020

Hoje 2 de junho de 2020, em meio a distanciamento social imposto pela pandemia da Covid-19. Vamos (Maria representando uma galera) falar de meio ambiente em seu mais simples e intuitivo sentido. Primeiro gostaria de agradecer a todos que contribuíram para que a BioLógica pudesse divulgar um material tão rico, diverso e bacana.

A BioLógica na última quinta-feira enviou a seguinte pergunta para a comunidade acadêmica do CEUNES (Centro Universitário Norte do Espírito Santo), “COMO MEU TRABALHO CONTRIBUI PARA O MEIO AMBIENTE?” com o intuito de demonstrar pelo menos uma parte pequena da contribuição da Universidade para o meio ambiente. Não delimitamos o formato da resposta para que a mesma viesse da forma mais espontânea e criativa possível.

Como resultado obtivemos respostas (queríamos de todos, masss ok) maravilhosas e bem elaborados de diferentes formatos (Vídeo, Texto, Citação…), que por sinal amamos e vamos compartilhar com todos vocês, leitores, seguidores e demais, por aqui e pelas nossas redes sociais que estarão disponíveis abaixo, mas, ainda não pare de ler, tem mais! 🙂

Por outro lado fomos convidados pela NutreSul, EJ¹ maravilhosa de nutrição residente em Alegre, a produzir um material bem variado para os stories do Instagram, onde abordaremos (começamos ontem na verdade) juntamente com outras EJs assuntos que permeiem as temáticas de meio ambiente e sustentabilidade, como: impactos da pandemia na Natureza, Boas Práticas na Zona Rural, Manejo Consciente do lixo dom´estico, entre outros que virão, sem spoilers por aqui! Cada EJ produz um conteúdo a qual a mesmo já esteja familiarizada e todas as outras compartilham, as contas do Instagram das empresas estarão aqui embaixo para que vocês possam segui-las e conhecer o trabalho de cada uma que por sinal é fantástico, afinal júnior só temos no nome.

Por fim não dá pra falar em Meio Ambiente e ignorar todos os últimos acontecimentos que afetam sim o nosso meio, pois nós seres humanos, somos parte viva e ativa nele, seja o preservando ou depredando. Cuidando de outros humanos, seja qual for sua cor, cuidamos do meio ambiente. Cuidar de outro humano inclui não matá-lo, não negligenciá-lo e também não ofendê-lo, parece óbvio e simples (eu sei), mas muito necessário, porque infelizmente em plena segunda década desse século, mesmo com todo o avanço da ciência e tecnologia, a cor da pele, que advém do excesso de proteína (melanina) que pigmenta a pele, importa mais que qualquer outra coisa.

Minha conclusão: o animal mais inteligente de todo meio ambiente (vulgo Homo sapiens) hipervaloriza o excesso de 1 única proteína dentre cerca de 20 mil, para que assim possa negligenciar, agredir, matar, e uma série de atrocidades, aqueles outros indivíduos de sua mesma espécie (sim, mesma espécie), para alcançar algo que gira entre superioridade racial, massagem do ego e desejos sádicos reprimidos (eu sinceramente não sei). Somos mesmo a espécie mais inteligente?

Fica a reflexão e lembrem-se VIDAS NEGRAS IMPORTAM!

Contatos das outras EJs no Instagram:

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Nosso contatos: instagram: @biologicajr, twitter: @BiologicaJ, tem todas no cabeçalho do site :))

EJ¹: empresa júnior

Acompanhem nossas redes e os próximos posts, é só seguir nosso blog 🙂

Maria Eduarda – presidente e conselheira da BioLógica Jr

Duas brasileiras ganham maior prêmio de conservação do meio ambiente

Nesse momento delicado do ano é importante sempre prestigiar e ter notícias boas para acalmar os corações. Dessa vez, vamos mostrar duas cientistas brasileiras que conseguiram o maior prêmio de conservação ambiental do mundo, o Whitley Awards, do Whitley Fund for Nature, no Reino Unido.

As pesquisadoras brasileiras vencedoras são Patrícia Medici e Gabriela Cabral Rezende, ambas da ONG IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas.

O chamado “Oscar Verde” anunciou os grandes vencedores do ano no último dia 29.

Patrícia Medici recebeu o Gold Award, principal premiação da fundação, pelo seu trabalho de décadas com as antas.

A engenheira florestal é responsável pela criação do maior banco de dados sobre a espécie do mundo. Com sua equipe, Patricia realiza pesquisas de ponta para entender a ecologia das antas e informar ações de conservação na Mata Atlântica, no Pantanal e no Cerrado.

Gabriela Cabral Rezende recebeu o Whitley Award, oferecido também a mais cinco conservacionistas de outros países, pelo seu trabalho de conservação do mico-leão dourado, mais uma espécie que infelizmente está ameaçada pela ação humana no planeta.

Elas agradeceram e prometeram resistência para conservar o meio ambiente.

“A inspiração em pesquisadores pioneiros é a energia que me faz avançar. Enquanto conservacionista, meu sonho é salvar espécies ameaçadas de extinção. Fazer a diferença para uma espécie e seu habitat é o caminho que encontrei para deixar um planeta melhor para as gerações futuras e inspirá-las a se envolver com a conservação, seja profissionalmente ou nas ações do dia-a-dia. Com o prêmio, espero também poder motivar outras cientistas mulheres a atuar pela conservação ambiental”, disse Gabriela.

“Receber este prêmio é extremamente importante, particularmente pelo momento pelo qual passamos. Mais do que nunca, precisamos ressaltar a importância de manter o equilíbrio de nossos ecossistemas. A atual crise de pandemia que vivemos está intimamente conectada com a destruição de nossos ecossistemas e com a forma como lidamos com a natureza. Nunca na história vimos tantos impactos causados por nós seres humanos na natureza. Agir agora é sumamente importante para que possamos reverter os impactos das emergências climáticas e evitar futuras extinções de nossa vida selvagem. Conservacionistas como eu devem participar ativamente na definição da agenda ambiental na próxima década”, alertou Patricia.

Pandemia

O prêmio anual, com cerimônia oficial em Londres, geralmente é entregue pela Princesa Real Princess Anne.

Este ano a cerimônia foi adiada em função da pandemia, mas os vencedores receberão seus prêmios, como reconhecimento por seus feitos na conservação de espécies ao redor do mundo e recursos financeiros a serem aplicados na continuidade de seus projetos.

Maçaneta, corrimão e materiais de cobre matam covid em 4 horas.

Maçanetas, corrimãos e carrinhos de compras devem ser revestidos de cobre para evitar a propagação do coronavírus, alertou um cientista britânico. William Keevil, um microbiologista sênior da Universidade de Southampton, afirmou que a infecção pode sobreviver e permanecer contagiosa em aço e plástico por três dias, mas o coronavírus é eliminado em apenas quatro horas no cobre por causa das propriedades antibacterianas do metal.

Dos banhados a cobre.Ele lembrou também que em aeroportos no Chile e no Brasil quiosques de imigração são revestidos de metal. E falou que algumas academias – repletas de bactérias e outros germes infecciosos – já cobriram halteres e outros equipamentos com cobre nos Estados Unidos.O professor Keevil – que estuda os efeitos antimicrobianos do cobre há mais de duas décadas – disse que telas em restaurantes de fast-food e caixas eletrônicos também podem se beneficiar com o metal acordo com o cientista, 

quando o coronavírus atinge o cobre, os íons metálicos – átomos carregados eletricamente – atacam a membrana lipídica do vírus, a estrutura que o protege.  O cobre então invade a estrutura proteica, destrói o DNA do vírus e ele morre.

Um estudo dos EUA, feito em novembro passado, descobriu que os leitos hospitalares de cobre em unidades de terapia intensiva abrigavam uma média de 95% menos bactérias do que os leitos hospitalares convencionais.“Maçanetas, canos de pressão nas portas e trilhos de escadas em edifícios públicos, bem como trilhos de ônibus e trens, todos devem ter elementos de cobre introduzidos no Reino Unido”, concluiu.Lembrando, que superfícies de cobre, também dever ser higienizadas!

ENQUANTO O MUNDO SOFRE PELA PANDEMIA, DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA INTENSIFICA.

O coronavírus se tornou uma preocupação quase da humanidade, mas enquanto isso o desmatamento na Amazônia brasileira se intensificou, aumentando os temores de que se repitam – ou inclusive se superam com folga – os índices recorde de devastação registrados no ano passado. Nos primeiros quatro meses de 2020 foram desmatados 1.202 km2 de floresta amazônica – área correspondente a duas vezes a cidade de Santiago do Chile -, segundo dados de satélite divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Isso representa um aumento de 55% em comparação com o mesmo período do ano passado e a maior cifra para os primeiros quatro meses de um ano desde o início da série histórica, em agosto de 2015.

Os números trazem novos questionamentos sobre como o Brasil está protegendo a Amazônia legal durante a gestão do presidente Jair Bolsonaro, um cético das mudanças climáticas que defende a abertura de terras protegidas para a mineração e a pecuária.Em 2019, no primeiro ano de Bolsonaro no poder, o desmatamento na Amazônia teve um aumento de 85%, devastando 10.123 km2 de floresta. Esta perda causou alarme mundial sobre o futuro da maior floresta tropical do mundo, considerada vital para o equilíbrio do clima no planeta. 

A destruição foi impulsionada por incêndios florestais que alcançaram novos recordes e se espalharam mata adentro entre maio e outubro, assim como pelo desmatamento ilegal, a mineração e a pecuária em terras protegidas.A tendência para 2020 se anuncia preocupante, visto que as atividades de desmatamento costumam se intensificar a partir do fim de maio.  

https://domtotal.com/noticia/1443294/2020/05/enquanto-o-mundo-sofre-pela-pandemia-desmatamento-na-amazonia-intensifica/

Dia Internacional da Biodiversidade

Hoje, dia 22 de maio, é celebrado o Dia Internacional da Biodiversidade. A data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 22 de maio de 1992 tem comoo intuito de conscientizar a população de todo o mundo a respeito importância da diversidade biológica e preservação da biodiversidade em todos os ecossistemas.

A data é uma homenagem ao dia da aprovação do texto final da Convenção da Diversidade Biológica, chamado “Nairobi Final Act of the Conference for the Adoption of the Agreed Text of the Convention on Biological Diversity”. Antes, o Dia Internacional da Biodiversidade era celebrado em 29 de dezembro, quando entrou em vigor a Convenção da Diversidade Biológica.

O Dia Internacional da Biodiversidade é ideal para a reflexão sobre os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que tem com o propósito de estimular esforços para que, até 2030, todas as ações sejam aplicadas universalmente, e assim contribuam para o fim de todas as formas de pobreza, promovam a luta contra as desigualdades e combatam as alterações climáticas, assegurando que ninguém seja deixado para trás.

O Brasil é o país que detém a maior biodiversidade de flora e fauna do planeta. São mais de 103.870 espécies animais e 43.020 espécies vegetais conhecidas pela ciência. Essa enorme variedade de animais, plantas, microrganismos e ecossistemas deve-se, entre outros fatores, à extensão territorial e aos diversos climas do país.

Proteger toda essa riqueza natural – e, principalmente, geri-la em benefício do bem estar da sociedade – não é tarefa nada fácil. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), como o próprio nome já diz, é o órgão do governo federal mais diretamente envolvido nas ações de manutenção e uso sustentável da biodiversidade brasileira.

9 curiosidades biológicas sobre 3 filmes de animação

Gosta de desenhos animados? E se a gente te contasse que os maiores clássicos de sua infância têm erros de biologia e estão cheios de curiosidade¿ Confira, então, 9 erros e curiosidades presentes em alguns dos principais títulos de animação das últimas décadas, Procurando Nemo, Rei Leão e Vida de Inseto!

Procurando Nemo

1. Peixes-palhaço são hermafroditas
O filme narra que o casal de peixes-palhaço são atacados por uma barracuda e perdem a matriarca da família. No entanto, o pai do Nemo deveria ter virado uma fêmea, pois eles têm características sexuais hermafroditas protândricas, ou seja, o Marlin mudaria de sexo para cuidar do Nemo!

2. O Bruce de fato nunca conheceu o pai dele
O nosso tubarão amigo de todos os peixes, Bruce, realmente nunca conheceu o pai dele. Isso acontece, porque o pai dele acasala com a fêmea e a deixa. Outra curiosidade é que os tubarões incubam cerca de 20 ovos em cada câmara uterina, mas sai apenas um dela, pois eles se alimentam dos irmãos e só resta um no final.

3. O peixe-palhaço vive mesmo em uma anêmona
O mutualismo é uma relação ecológica entre indivíduos de espécies diferentes em que ambos se beneficiam. É isso que acontece com os peixes-palhaço e a anêmona. Eles se usam para obter benefícios como abrigo, alimentação, proteção, entre outros.

Vida de inseto

1. Formigas
As formigas de Vida de Inseto morrem de medo dos gafanhotos, mas, a verdade, é que elas são predadores deles, ou seja, as formigas comem os gafanhotos na vida real, então não é preciso ter medo. Além disso, eles mostram que as formigas têm 4 pernas, mas elas têm seis na verdade.

2. Ecdise
Em uma cena do filme onde Molt, irmão de Hopper, toma um susto, ele sofre ecdise. E o que é isso¿ É quando o inseto sofre processo de muda ou eliminação do próprio exoesqueleto. E isso acontece em insetos jovens, diferente do que acontece com Molt, já que é um inseto adulto.

3. Metamorfose
A lagarta Chucrute, da ordem Lepidoptera, passa o filme todo ansiosa pela sua metamorfose, mas, há um erro bem crítico nessa parte: quando ela de fato ganha as suas asas, não há modificação alguma no seu corpo, apenas uma adição de um par de asas nas suas costas. Era para ter virado uma mariposa e não continuado como lagarta.

Rei Leão

1. Nome do filme “errado”
No filme, vemos toda uma história sobre Simba ser rei, sofre na mão do tio e passa a viver com o Timão e Pumba até governar aquele reino, mas, na verdade, é a leoa que controla a alcateia de leões e são as líderes. Os machos nada fazem, apenas dormem e comem.

2. Alguns animais não são dali
Isso sempre acontece nas animações sobre animais: vários animais não pertencem ao local certo. Como no caso deste, que vários não pertencem ao continente africano, como a formiga cortadeira, o tamanduá-bandeira e primatas com caudas grandes que conseguem se pendurar.

3. Mufasa e Scar
Mufasa e Scar não poderiam ser irmãos e conviver juntos, pois numa alcateia só há um leão macho. Quando um leão novo chega ao bando e mata o antigo, ele mata os seus herdeiros para não haver mais nenhum leão macho lá.

Gostou dessas curiosidades? Que ótimo! Conheça outros posts do nosso site também!

5 mães incríveis do reino animal

Estas 5 mães do reino animal demonstram que não há nada que uma mãe não seja capaz de fazer pelos filhos. Guiadas por uma imensa generosidade e instinto de proteção, elas dão literalmente o que têm de melhor às suas crias. Algumas passam meses sem comer, alimentando a prole até perder 130 quilos de sua massa corporal; dão à luz bebê de 90 quilos depois de carregá-los no ventre por quase 2 anos; se exibem como iscas para os predadores salvando seus filhotes e sacrificam as próprias vidas sem pensar duas vezes.

Hoje queremos expressar toda nossa admiração pelas incríveis mães do Reino animal!

  1. A paciente Orangotango
Foto: Pinterest

A mãe orangotango é talvez a mais paciente do reino animal. Elas só se reproduzem a cada oito anos. Enquanto, entre algumas espécies, os filhotes se tornam independentes apenas poucas horas após o parto, os bebês orangotangos ficam juntos da mãe por 6 ou 7 anos. Obviamente sem contar os seres humanos, nenhum outro animal fica tanto tempo junto aos seus filhos.

O laço é tão forte que, mesmo depois de independentes, as jovens fêmeas costumam visitar suas mães até atingirem a idade de 15 ou 16 anos.

2. A destemida Polvo

Foto: Pinterest

As fêmeas de polvo depositam até 50 mil ovos, e cuidam dele com a própria vida por 40 dias. Os pequenos polvos em gestação são um cobiçado manjar no mar, e suas mães sabem disso. Por isso, elas permanecem junto a eles durante o tempo necessário para seu desenvolvimento, ajudando em sua oxigenação “soprando” suavemente sobre eles a cada período de tempo.

Durante esses 40 dias, a mãe polvo não se alimenta. Seu corpo se consome para garantir a energia necessária para a sobrevivência. E na maioria dos casos, quando os ovos eclodem e os filhos estão prontos para sair ao mundo, elas morrem. A mãe polvo entrega a própria vida em troca da certeza de que os filhotes terão condições de nascer e viver.

3. A poderosa Harpia

Uma das mais poderosas mães entre as aves brasileiras é ninguém menos que, uma das maiores águias do mundo, a Harpia (Harpia harpyja).

Alimentar seus filhotes, não é uma tarefa fácil, para isso a Harpia precisa dar vários pulinhos no supermercado da floresta tropical e, literalmente, agarrar os alimentos que irão compor uma das dietas mais bem diversificadas entre os superpredadores tropicais.

Artigos publicados por pesquisadores como Neil Rettig – que, acompanhou de perto o comportamento reprodutivo destas aves, descrevem que, para agradar as pequenas Harpias, a supermamãe precisa caçar nada menos que dois Gambás-comuns (Didelphis marsupialis), treze Macacos-prego (Cebus sp.), um Bugio (Alouatta seniculus), dois Macacos Parauacu (Pithecia pithecia), dois Macacos Cuxiú-preto (Chiropotes satanas), quatro Juparás (Potos flavus), um Quati (Nasua nasua), um Gogó-de-sola (Bassaricyon beddarti), uma Irara (Eira barbara), cinco Cutias (Dasyprocta aguti), três Ouriços-cacheiros (Coendou prehensilis), seis Preguiças-de-três-dedos (Bradypus tridactylus), quinze Preguiças-reais (Choloepus didactylus), um Tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) e um Veado-mateiro (Mazama americana).

Ufa! Mas claro que os desafios de ser mãe não se restringem à alimentação. Antes do nascimento dos pequenos, o casal de Harpias já se dedica à construção de um singelo ninho sobre nada menos que uma Samaúma (Ceiba pentandra), a maior árvore da Amazônia.

Esta exuberante espécie de árvore de 60 metros de altura foi a escolhida pela família de Harpias observada por Neil Rettig, para abrigar seu ninho com 137 centímetros de diâmetro e 78,7 centímetros de altura, dimensões dignas de uma águia.

4. A corajosa Elefante

Foto: Pexels

Antes mesmo do nascimento de seu filhote, a mãe elefanta já demonstra seu altruísmo e amor por ele. Ela carrega o bebê em seu ventre por 22 meses!

Depois de dar a luz a um elefantinho com até 115 quilos de peso, que chega ao mundo cego e totalmente dependente dela, a mamãe ainda o amamenta por quatro a seis anos. Então sua mãe, com a ajuda de todas as fêmeas de sua manada, precisam cuidar deles de maneira especial.

5. A cuidadosa Crocodilo

As mães crocodilo não protegem seus ovos sentando-se sobre eles, como acontece com muitas outras espécies ovíparas na natureza. Elas constroem um ninho a partir de material orgânico em decomposição, o que mantém a temperatura ideal para o desenvolvimento dos filhotes dentro dos ovos.

Um dado curioso descoberto por pesquisadores através do monitoramento da temperatura do ninho é que, se estiver fazendo menos de 31 graus, nascerá uma fêmea. Se a temperatura superar os 32 graus, nasce um macho.

Quando os filhotes crocodilos nascem, as mães os carregam dentro da boca para protegê-los durante os primeiros anos de vida.

10 cientistas brasileiras para se inspirar

1-Bertha Lutz (1894 – 1976)Bióloga, sufragista e ativista feminista:

Em 1919, foi a segunda mulher a se tornar funcionária pública no Brasil, ao ser aprovada em um concurso do Museu Nacional, no RJ. Especializada em anfíbios, Bertha Lutz foi professora por mais de 40 anos da instituição, e também teve grande participação nos movimentos feministas no Brasil no início do século XX, como o Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, que liderou a campanha pelo voto das mulheres no país, conquista alcançada em 1932. Quatro anos depois, assumiu mandato de deputada federal.

2-Graziela Maciel Barroso (1912-2003) – Botânica:

A “primeira grande dama” da botânica brasileira casou-se aos 16, e, educada para ser dona de casa, voltou aos estudos somente aos 30 anos de idade. Começou como estagiária no Jardim Botânico no Rio de Janeiro e foi estudar biologia na Universidade do Estado da Guanabara (atual UERJ) aos 47 anos. Foi professora por mais de 50 anos, e escreveu “Sistemática de angiospermas do Brasil”, livro considerado como referência na área da botânica em todo o mundo. Além disso, foi homenageada dezenas de vezes por cientistas, que colocam seu nome em descobertas de vegetais.

3-Ruth Sonntag Nussenzweig – Bióloga:

Cursou medicina na USP, em 1948. Se destacou por suas pesquisas, inicialmente, envolvendo a transmissão e prevenção da doença de Chagas. Fez pós-doutorado em bioquímica na França no fim dos anos 50, e em 1967, publicou uma descoberta na revista “Nature”, a respeito do combate ao parasita causador da malária. Em 1998, foi condecorada com a Ordem Nacional do Mérito Científico classe Grã-Cruz e, atualmente, é pesquisadora do Departamento de Patologia da Universidade de Nova York.

4-Sonja Ashauer (1923 – 1948) – Física:

Nasceu em 1923, filha de pais de origem alemã. De inteligência notável desde cedo, se formou em física pela USP em 1942, a segunda mulher a concluir o curso no Brasil. Apenas seis anos depois, se tornaria a primeira brasileira a concluir o doutorado também em física, pela Universidade Cambridge, na Inglaterra. Sua tese estudava problemas em elétrons e radiação eletromagnética, assunto pioneiro para a época. No entanto, teve a carreira encerrada abruptamente, ao morrer aos 25 anos, meses depois de retornar ao Brasil.

5-Adriane Ribeiro Rosa:

É professora de Farmacologia para o curso de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do programa de pós-graduação em psiquiatria da mesma universidade. 

É também pesquisadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Translacional em Medicina (INCT) e do Laboratório de Psiquiatria Molecular do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

6-Ludhmila Abrahão Hajjar:

É professora associada da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), trabalhando no departamento de Cardiopneumologia, sub-departamento da Cardiologia. É diretora clínica do Instituto do Coração da mesma instituição (InCor-HC-FMUSP), coordenadora da pós-graduação em Cardiologia da FMUSP, coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva Cirúrgica do InCor, coordenadora da UTI do Instituto do Câncer da FMUSP (ICESP). Também é membro do conselho diretor do ICESP, membro do Departamento de Cardiopneumologia do InCor da FMUSP, da Coordenação Geral da Pós-graduação da FMUSP e da Congregação da FMUSP. Desde 2014, coordena o comitê de Cardiointensivismo da Associação de Medicina Intensiva Brasileira. Graduou-se em medicina na Universidade de Brasília (2000), fez Residência de Clínica Médica e de Cardiologia no Hospital das Clínicas e no Instituto do Coração (InCor) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2001-2004).

7-Maria Brasília Leme Lopes:

Viveu de 1909 a 1996 e foi importante tanto para a psicologia quanto para a medicina. Sua vida foi marcada pela participação na divulgação científica e pela luta em prol da inserção feminina na ciência. Formou-se professora pela Escola Normal da Prefeitura do Distrito Federal em 1925, e médica, em 1936, pela Faculdade de Medicina da atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sua excelência acadêmica fez-se mostrar já nos processos seletivos:obteve a primeira colocação em ambos.

8-Sônia Dietrich:

Nasceu em São Paulo em 1935 e lá morreu, em 2012. É considerada uma das pioneiras no desenvolvimento da fisiologia e bioquímica de plantas. Formou-se em história natural na USP em 1957. Já em 1960 trabalhou no grupo de um bioquímico argentino ganhador do Prêmio Nobel de 1970 pela descoberta do mecanismo principal da síntese de carboidratos em seres vivos. De 1964 a 1966 trabalhou na University of Wisconsin-Madison e de 1967 a 1969 realizou seu doutorado em bioquímica de alcalóides na University of Saskatchewan no Canadá.

9-Virgínia Leone Bicudo:

Nasceu em São Paulo, em 1910 e morreu em 2003. Filha de imigrantes italianos, estudou no bairro da Luz. A mãe era babá e o pai foi funcionário dos Correios. Assim como as três irmãs, Virgínia fez o curso normal, mas não chegou a ser professora, pois o pai não permitiu que fosse para o interior do Estado trabalhar em condições consideradas precárias naquele tempo. Fez o curso de educação sanitária no Instituto de Higiene de São Paulo, em 1932.

Sobre o pai, Virgínia lembrava o perfil ambicioso e corajoso ao enfrentar as dificuldades decorrentes da discriminação racial como, por exemplo, o projeto de estudar medicina, do qual acabou desistindo para cuidar da família. Ela ressaltava que seu convívio com os negros foi pequeno nesse período. Após o curso de educação sanitária, tornou-se funcionária da Diretoria do Serviço de Saúde Escolar do Departamento de Educação, onde tinha como atribuição dar aulas de higiene em escolas do Estado de São Paulo.

10-Carolina Horta Andrade:

Nasceu em Formosa, (GO), em 1983. Graduou-se na Universidade Federal de Goiás (UFG), quando decidiu cursar o mestrado na USP. Sua orientadora, ao perceber seu excelente desempenho acadêmico, recomendou-lhe cursar o doutorado antes mesmo da conclusão do mestrado; assim, o doutorado-sanduíche foi realizado na University of New Mexico, em Albuquerque (EUA). A cientista brasileira atua enquanto professora adjunta da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Goiás (UFG). O seu foco de pesquisa é o desenvolvimento de medicamentos eficazes no combate a doenças como tuberculose, malária, esquistossomose e leishmaniose, motivo pelo qual foi contemplada, em 2014, com o prêmio International Rising Talents da L’Oréal e UNESCO.

8 espécies de animais que estão extintos e você não sabia

1-Rato-de-noronha: 

O rato-de-noronha (Noronhomys vespuccii) extinto ainda durante a colonização do Brasil, é um mamífero que existiu no arquipélago de Fernando de Noronha e desapareceu ainda na época dos primeiros colonizadores. A sua existência só foi conhecida por meio do estudo dos fósseis.Uma das explicações para o desaparecimento  foi a introdução de uma outra espécie de rato (Rattus rattus), nativa da Ásia, trazida pelas colonizadores em suas embarcações. Esse rato trouxe ainda algumas doenças para o nosso país, como a peste bubônica.

2-Caburé-de-pernambuco:

O caburé-de-pernambuco (Glaucidium mooreorum)  era uma espécie endêmica da Mata Atlântica é uma espécie de coruja que habitava a Mata Atlântica, na região do estado de Pernambuco.

3-Gritador-do-nordeste: 

O gritador-do-nordeste (Cichlocolaptes mazarbarnetti) vivia entre as bromélias existentes nas florestas é uma ave que habitava a Mata Atlântica, entre os estados de Pernambuco e Alagoas. O nome da espécie deve-se ao fato da ave emitir sons parecidos a gritos no momento de capturar as suas presas. A espécie foi visualizada pela última vez em 2005, e no ano de 2014 foi descrita cientificamente com base em indivíduos empalhados coletados na década de 80.

4-Perereca-verde-da-fímbria:

Pouco se sabe sobre a perereca-verde-da-fímbria (Phrynomedusa fimbriata)  vista pela última vez em 1923, ocorria na Serra de Paranapiacaba, no município de Santo André, em São Paulo.

Ela foi vista pela última vez em 1923, devido à falta de informações sobre a espécie, os pesquisadores ainda não chegaram a conclusão do que pode ter ocasionado o seu desaparecimento.

5-A Arara-azul-pequena:

(Anodorhynchus glaucus), tem seu habitat ao longo dos rios na Argentina, Paraguai, Uruguai e sul do Brasil e faz seu ninho em penhascos. Esta arara não é avistada desde 1960 em território brasileiro e, sua extinção regional se tributa aos desmatamentos de matas ciliares, à destruição das encostas e à redução drástica da população de palmeiras que as alimentavam. As araras também são muito perseguidas pela caça ilegal para venda no exterior e o uso de suas penas para artesanato.

6-Tubarão-Lagarto:

Os cientistas e biólogos marinhos atribuem a extinção desse navio devido à pesca desenfreada e a poluição acústica da região oceânica onde ele vivia, que significa o barulho de motores do tráfego intenso de navios de grande porte, como petroleiros e pesqueiros.

A última vez que essa espécie foi avistada no país foi em 1988. Ele vivia na região da costa da América do Sul, desde o sudeste até o norte do Chile.

7-Cervo-do-pantanal:

O maior cervídeo da América do Sul é encontrado no Pantanal, mas também vive na Amazônia e no Cerrado. A construção das hidrelétricas, o desmatamento e a caça ilegal são sua ameaça.

8-Tartaruga gigante de Galápagos:

O último exemplar da tartaruga gigante de Galápagos (Chelonoidis niger)  morreu no ano de 2012, onde vivia em cativeiro. Na natureza, a espécie já era considerada extinta há mais de 150 anos.

Os animais desta espécie viviam por mais de 100 anos. Atualmente, pesquisadores do mundo todo realizam estudos para recuperar a espécie a partir da extração do DNA.

Você sabe de alguma outra espécie extinta que não está no texto? Comenta ai embaixo!

6 Canais sobre ciência no Youtube que você precisa conhecer

Ciência representa todo o conhecimento adquirido através do estudo, pesquisa ou da prática, baseado em princípios certos, além de envolver outras áreas como: contábeis, exatas, naturais, sociais, humanas e tecnológicas. Listamos para vocês canais super legais que aborda sobre esses assuntos.

1- Manual Do Mundo

O Manual do Mundo é o lugar para aprender de tudo: experiências, curiosidades científicas, dicas de sobrevivência, o que tem dentro das coisas, explicações impossíveis, viagens imperdíveis e muito mais! É o maior canal de Ciência e Tecnologia em Língua Portuguesa do mundo, segundo o Guinness Book!

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2- Nerdologia

Uma análise científica da cultura nerd! Toda terça e quinta, às 11h.

3- Ciência Todo Dia

Um canal totalmente voltado para assuntos que podem ser abordados no cotidiano, mantendo seu cérebro sempre ativo!

4- Eu, Ciência

Divulgação científica, temática geek e até um pouco de culinária.

5- BláBláLogia

Você sabe o que acontece quando pessoas interessadas em ciência e educação confabulam para divulgar estes assuntos no YouTube? Simples: nasce o BláBláLogia, um programa informativo, com preocupação científica, mas ao mesmo tempo leve e divertido.

6- Minutos Psíquicos

O Minutos Psíquicos é um canal de divulgação científica que produz vídeos sobre psicologia, neurociência, o universo e tudo o mais!

Dica bônus: Nunca vi 1 cientista

Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais #SVBR em youtube.com/sciencevlogsbrasil

5 TÉCNICAS DE RELAXAMENTO PARA FAZER EM CASA

1. Meditação:

A meditação pode deixar a pessoa mais calma, e pode ser praticada em qualquer lugar ou em qualquer momento. Durante a meditação, a concentração aumenta, e são eliminados alguns pensamentos confusos que podem estar na origem do estresse, promovendo um maior bem-estar físico e emocional, devolvendo equilíbrio e paz interior.

Meditação guiada: com este método de meditação, deve-se formar imagens mentais de lugares ou situações que se considerem relaxantes. Para isso, devem-se usar os sentidos através de cheiros, sons, imagens e texturas, podendo ser ou não guiada por um profissional;

Mantra: neste método de meditação, repete-se lentamente uma palavra, frase ou pensamento que ajude a acalmar, de forma a evitar distrações.

2. Tirar tempo para você mesmo:

Algumas pessoas acham difícil dizer não a qualquer pedido, mesmo quando não têm tempo. Mas, dizer sim a tudo, provoca ainda mais estresse e menos paz de espírito e, por isso, é importante tirar um tempo para fazer algo que se gosta, como ler um livro ou dar um passeio, sem se sentir culpado.

Também é importante gerir o tempo entre o trabalho e a vida pessoal, tentando encontrar um equilíbrio entre ambos.

3. Fazer uma playlist de músicas calmantes:

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Estadual Paulista (Unesp) mostra que a música pode intensificar os efeitos de medicamentos contra a hipertensão arterial.

A pesquisa mostra que ouvir músicas calmantes pode baixar a pressão arterial, a frequência cardíaca e a ansiedade. Crie uma lista de reprodução de músicas ou sons da natureza (o oceano, um ribeiro borbulhante, pássaros chilreando) e permita que a sua mente se concentre nas diferentes melodias, instrumentos ou cantores na peça.

4. Automassagem:

Você provavelmente já está ciente de quanto uma massagem profissional em um spa ou clube ou centro de bem-estar pode ajudar a reduzir o estresse, aliviar a dor e aliviar a tensão muscular. O que você pode não estar ciente é que é capaz de experimentar muitos dos mesmos benefícios em casa ou no trabalho, praticando massagens a si mesmo. Faça uma massagem a si mesmo entre as tarefas, no sofá no final de um dia agitado ou na cama para ajudá-lo a relaxar antes de dormir. Para melhorar o relaxamento, você pode usar óleo aromático, loção perfumada ou combinar automassagem com técnicas de respiração profunda.

5. Práticas de relaxamento mental:

Algumas técnicas de relaxamento mental incluem a leitura de um bom livro ou deixar-se envolver na tranquilidade de uma música suave, ou concentrar-se na contemplação. Atividades criativas como pintura, desenho, cerâmica, carpintaria, tricô e mesmo arte culinária, por prazer, podem lhe dar também um sentido de realização, paralelamente ao tranquilizante relaxamento de se concentrar em algo que você deseja fazer.